Chico Science e Nação Zumbi - AFROCIBERDELIA

Janeiro 1, 2008 at 10:38 pm (Nação Zumbi)

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Faixas:

  1. Mateus Enter
  2. O Cidadão do Mundo
  3. Etnia
  4. Quilombo Groove
  5. Macô
  6. Um Passeio no Mundo Livre
  7. Samba do lado
  8. Maracatu Atômico
  9. O Encontro de Issac Asimov com Santos Dumont no Céu
  10. Corpo de Lama
  11. Sobremesa
  12. Manguetown
  13. Um Satélite na Cabeça
  14. Baião Ambiental
  15. Sangue de Bairro
  16. Enquanto o Mundo Explode
  17. Interlude Zumbi
  18. Criança de Domingo
  19. Amor de Muito
  20. Samidarish
  21. Maracatu Atômico (Atomic Version)
  22. Maracatu Atômico (Ragga Mix)
  23. Maracatu Atômico (Trip Hop)

O Álbum:

por Renato L.

O título do segundo disco da CSNZ, lançado em 96 pelo selo Chaos, da Sony Music, funde três influências marcantes no som e nas idéias da banda: a presença da África, diretamente, através da música de Fela Kuti e Manu Dibango e dos toques de candomblé, ou indiretamente, via a predominância do ritmo sobre a melodia; o interesse pela cibernética, como ferramenta de composição e de comunicação; e o flerte com o psicodelismo, através do contato com o rock inglês dos anos sessenta, o dub jamaicano e o funk intergaláctico americano da primeira metade da década de setenta.

A fusão desses três elementos define Afrociberdelia, um cd onde Chico e seus malungos mostram-se melhor adaptados às artimanhas dos estúdios, inclusive com uma performance vocal de Science bem superior à de sua estréia. A lamentar, apenas, a inclusão de três remixes para Maracatu Atômico sem a devida autorização da banda, uma tentativa canhestra da gravadora de “popularizar” o material.

Trecho da entrevista com Chico Science:

UpToDate – O que significa Afrociberdelia?
Chico Science – Afrociberdelia de África, o ponto de fusão do maracatu, da cibernética e da psicodelia. Afrociberdelia é um comportamento, é um estado de espírito, é uma ficção, é a continuação de Da Lama Ao Casos (primeiro álbum). Afrociberdelia é tudo isso. Que mais? É o nosso novo disco.


UpToDate – Qual a diferença do primeiro disco, Da Lama Ao Caos, para o segundo agora, o Afrociberdelia?

Chico Science – A diferença é que agora a gente teve um resultado bem mais maduro, de ter entrado em estúdio, a gente mesmo produzir junto com o Eduardo BID, que é um cara mais novo, um DJ. A gente conseguiu botar um peso no disco. O show tem um peso. E desde o início a gente tem essa preocupação. Eu acho que não só da gente mas das outras pessoas também que diziam que o show tem um peso que o disco não tem. Então a gente procurou dar um peso no disco, diferente do peso do show. O disco tem um peso de consistência, de cada coisa no seu lugar. Então obtivemos um bom resultado nesse disco. Não poderíamos falar em 100%, mas tivemos bons resultados. E está aí o Afrociberdelia, um disco acho que bem legal para hoje.

UpToDate – O Afrociberdelia tem peso mas, ao mesmo tempo, ele parece mais sofisticado que Da Lama Ao Caos, com passagens que lembram acid jazz e dance music. O que significa isso?

Chico Science – Um amadurecimento da banda, das viagens que a gente teve, das músicas que a gente escutou, da preocupação que a gente veio tendo depois do lançamento de Da Lama Ao Caos. De escutar o disco, fazer os shows, ver o que pode melhorar no nosso som, como dar uma timbragem nova aos tambores. O que é que a gente pode melhorar em tudo, no geral. Realmente nós demos uma sofisticada no nosso som mesmo. É por isso que obtivemos esse resultado bem legal e bem consistente do Afrociberdelia.

UpToDate – O que muda no som do Chico Science & Nação Zumbi, do primeiro para o segundo disco?

Chico Science –Nós estamos no segundo disco. O primeiro disco é cru, bem linear, ele ultrapassou muitas fronteiras. Ele chegou a lugares que a gente não imaginava que ele fosse capaz de chegar. Cru do jeito que era. O nosso som é cru também, com esse lado da raiz, de tocar tambor, toca bumbo, largando a porrada em cima. Isso com o resto das coisas que a gente faz.

Entrevista Completa

1 Comentário

  1. Nação Zumbi - CSNZ « .ılılılı mANgUEbeaT ılılılı. disse,

    Janeiro 4, 2008 às 1:56 pm

    [...] O álbum duplo, terceiro da discografia da banda, vem dividido em dois CD’s, “Dia” e “Noite”. O primeiro CD “Dia” traz as quatro primeiras gravações da Nação depois da tragédia, uma seqüência de faixas gravadas ao vivo na edição de 96 do festival Abril Pro Rock, e ainda traz quatro faixas inéditas sem a participação direta de Science, que são: “Malungo” , com participações especiais de Jorge Ben, Mundo Livre S/A, Marcelo D2 e Falcão ( O Rappa ) nos vocais; “Nos quintais do Mundo (Mucunã) ” possui um arranjo de metais maravilhoso e é cantada em iorubá com uns delays e efeitos vocais percussivos por Toca Ogan; “Protótipo Sambadélico de mensagem Digital” é um samba por e-mail, cibernético, arrastado, celestial; “Dubismo” é um Dub com vocais quase imperceptíveis e distorcidos, mais uma invenção do “Serviço ambulante da Afrociberdelia“ [...]

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