Chico Science e Nação Zumbi - AFROCIBERDELIA
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Faixas:
- Mateus Enter
- O Cidadão do Mundo
- Etnia
- Quilombo Groove
- Macô
- Um Passeio no Mundo Livre
- Samba do lado
- Maracatu Atômico
- O Encontro de Issac Asimov com Santos Dumont no Céu
- Corpo de Lama
- Sobremesa
- Manguetown
- Um Satélite na Cabeça
- Baião Ambiental
- Sangue de Bairro
- Enquanto o Mundo Explode
- Interlude Zumbi
- Criança de Domingo
- Amor de Muito
- Samidarish
- Maracatu Atômico (Atomic Version)
- Maracatu Atômico (Ragga Mix)
- Maracatu Atômico (Trip Hop)
O Álbum:
por Renato L.
O título do segundo disco da CSNZ, lançado em 96 pelo selo Chaos, da Sony Music, funde três influências marcantes no som e nas idéias da banda: a presença da África, diretamente, através da música de Fela Kuti e Manu Dibango e dos toques de candomblé, ou indiretamente, via a predominância do ritmo sobre a melodia; o interesse pela cibernética, como ferramenta de composição e de comunicação; e o flerte com o psicodelismo, através do contato com o rock inglês dos anos sessenta, o dub jamaicano e o funk intergaláctico americano da primeira metade da década de setenta.
A fusão desses três elementos define Afrociberdelia, um cd onde Chico e seus malungos mostram-se melhor adaptados às artimanhas dos estúdios, inclusive com uma performance vocal de Science bem superior à de sua estréia. A lamentar, apenas, a inclusão de três remixes para Maracatu Atômico sem a devida autorização da banda, uma tentativa canhestra da gravadora de “popularizar” o material.
Trecho da entrevista com Chico Science:
UpToDate – O que significa Afrociberdelia?
Chico Science – Afrociberdelia de África, o ponto de fusão do maracatu, da cibernética e da psicodelia. Afrociberdelia é um comportamento, é um estado de espírito, é uma ficção, é a continuação de Da Lama Ao Casos (primeiro álbum). Afrociberdelia é tudo isso. Que mais? É o nosso novo disco.UpToDate – Qual a diferença do primeiro disco, Da Lama Ao Caos, para o segundo agora, o Afrociberdelia?
Chico Science – A diferença é que agora a gente teve um resultado bem mais maduro, de ter entrado em estúdio, a gente mesmo produzir junto com o Eduardo BID, que é um cara mais novo, um DJ. A gente conseguiu botar um peso no disco. O show tem um peso. E desde o início a gente tem essa preocupação. Eu acho que não só da gente mas das outras pessoas também que diziam que o show tem um peso que o disco não tem. Então a gente procurou dar um peso no disco, diferente do peso do show. O disco tem um peso de consistência, de cada coisa no seu lugar. Então obtivemos um bom resultado nesse disco. Não poderíamos falar em 100%, mas tivemos bons resultados. E está aí o Afrociberdelia, um disco acho que bem legal para hoje.
UpToDate – O Afrociberdelia tem peso mas, ao mesmo tempo, ele parece mais sofisticado que Da Lama Ao Caos, com passagens que lembram acid jazz e dance music. O que significa isso?
Chico Science – Um amadurecimento da banda, das viagens que a gente teve, das músicas que a gente escutou, da preocupação que a gente veio tendo depois do lançamento de Da Lama Ao Caos. De escutar o disco, fazer os shows, ver o que pode melhorar no nosso som, como dar uma timbragem nova aos tambores. O que é que a gente pode melhorar em tudo, no geral. Realmente nós demos uma sofisticada no nosso som mesmo. É por isso que obtivemos esse resultado bem legal e bem consistente do Afrociberdelia.
UpToDate – O que muda no som do Chico Science & Nação Zumbi, do primeiro para o segundo disco?
Chico Science –Nós estamos no segundo disco. O primeiro disco é cru, bem linear, ele ultrapassou muitas fronteiras. Ele chegou a lugares que a gente não imaginava que ele fosse capaz de chegar. Cru do jeito que era. O nosso som é cru também, com esse lado da raiz, de tocar tambor, toca bumbo, largando a porrada em cima. Isso com o resto das coisas que a gente faz.

Nação Zumbi - CSNZ « .ılılılı mANgUEbeaT ılılılı. disse,
Janeiro 4, 2008 às 1:56 pm
[...] O álbum duplo, terceiro da discografia da banda, vem dividido em dois CD’s, “Dia” e “Noite”. O primeiro CD “Dia” traz as quatro primeiras gravações da Nação depois da tragédia, uma seqüência de faixas gravadas ao vivo na edição de 96 do festival Abril Pro Rock, e ainda traz quatro faixas inéditas sem a participação direta de Science, que são: “Malungo” , com participações especiais de Jorge Ben, Mundo Livre S/A, Marcelo D2 e Falcão ( O Rappa ) nos vocais; “Nos quintais do Mundo (Mucunã) ” possui um arranjo de metais maravilhoso e é cantada em iorubá com uns delays e efeitos vocais percussivos por Toca Ogan; “Protótipo Sambadélico de mensagem Digital” é um samba por e-mail, cibernético, arrastado, celestial; “Dubismo” é um Dub com vocais quase imperceptíveis e distorcidos, mais uma invenção do “Serviço ambulante da Afrociberdelia“ [...]